Pavilhão do Brasil - Bienal de Veneza

Veneza/Itália
1959
 
Projeto construído

EQUIPE ARQUITETURA:

 

Henrique E. Mindlin  e Giancarlo Palanti

Arquitetos Associados

 

Os primeiros estudos para o Pavilhão do Brasil em Veneza foram feitos visando outra ocupação de terreno. O parque em que se realizam as famosas exposições bienais é atravessado pelo , e o pavilhão venceria este canal, formando uma larga ponte, substituindo a existente. Foi mais tarde escolhido outro sítio, ainda próximo do canal, em posição privilegiada em relação às circulações existentes. Situa-se no parque fronteiriço ao extenso prédio, de feitura antiga e linhas sóbrias que abriga exposições de diversos outros países. Esta construção comporta-se como painel de fundo para o Pavilhão Brasileiro, condicionando de certa forma a adoção de um partido simétrico. As formas externas do prédio projetado são um reflexo dos diversos usos recomendados pelo programa, ou seja, exposições de esculturas, gravuras e pinturas. As esculturas estarão dispostas no pátio que ladeia o bloco menor. Um forte elemento horizontal marca a entrada e, atravessando o prédio, define o eixo de circulação. Internamente, as variações nas alturas e nos usos de luz natural, caracterizam os espaços. O mais baixo, destinado a gravuras é relacionado com os pátios de esculturas através de amplas vidraçarias. O bloco maior, próprio a exposições de pinturas, é vedado aos espaços externos, deixando-se apenas uma faixa envidraçada junto ao tento para propiciar um ambiente mais favorável à contemplação das obras expostas.