Jornal Correio Braziliense

Brasília/DF
1998
 
Projeto construído

EQUIPE ARQUITETURA:

 

Henrique Mindlin Associados S/A

Arquitetura e Planejamento.

 

INFORMAÇÕES TÉCNICAS:

 

Área Total Construída: 75.000m²

Sig Sul, quadra 2, lote 340, Brasília/DF

 

Neste projeto, particularmente complexo quanto a organização espacial, tivemos a oportunidade de apresentar um plano diretor abrangente e posteriormente o projeto definitivo. As instalações são funcionais e com intensa movimentação de pessoal; e sendo a área disponibilizada para a construção das novas instalações exatamente as áreas que eram utilizadas para a produção de jornais. O terreno possui uma área de 13.500m², e o edifício possui 5.828m² de área construída.

Este quadro assim apresentado nos levou a preparar um elaborado faseamento de construção com consecutivas mudanças de funções industriais e locações dos equipamentos, sempre levando-se em consideração o máximo de flexibilidade e futura expansão.

Por se tratar de uma renovação e reforma, a primeira fase de implantação envolveu a montagem da nova rotativa paralela a antiga, seguida do término desmontagem e remoção desta.

A correta locação da rotativa é fundamental para o funcionamento da instalação industrial tanto na fase inicial como nas operações de expansão. A solução com o subsolo neste caso torna-se mais conveniente em operação e ainda oferece a possibilidade de dois pavimentos por cima do depósito de bobinas disponíveis para a redação. Vale evidenciar a limitação em 12m de altura para a área e a nova rotativa torna imprescindível uma altura maior.

A primeira etapa começou com o remanejamento de departamentos funcionais, a fim de liberar parte das edificações para demolição, permitindo as obras civis de construção do novo salão das rotativas e áreas de apoio.

A retenção do galpão construído em concreto pré-moldado, utilizado como salão de impressão e destinado a funcionar como expedição da nova instalação, leva logicamente a localização do novo salão das rotativas encostado à ele no sentido paralelo. A nova construção foi complementada por uma faixa de 8m de largura ao longo do salão onde serão locados: ar comprimido, umectação, tintas e preparo de bobinas.

No térreo foram locados: escritórios, oficinas, painéis elétricos, sala de chapas.

Na cobertura foram localizadas a casa de máquinas dos elevadores, os transformadores, e a central de ar-condicionado.

Na segunda etapa foi construído o depósito de bobinas, e acima destes com acabamentos e instalações de andar corrido de escritórios, atendendo a necessidade de expansão dos departamentos administrativos, comerciais e redação; com flexibilidade para adaptar-se as mudanças de programas em decorrência de variações futuras. Nessa fase foi locado também o heliporto.

Na fase final da obra, foi mostrado a possibilidade de instalar uma linha única, composta de 16 torres e 3 dobradeiras, sendo esta a capacidade máxima de expansão dos setores. A expedição, localizada no edifício pré-moldado, tem dimensões justas para a montagem completa de uma expedição acoplada a rotativa especificada.