Banco do Estado da Guanabara - BANERJ

Rio de Janeiro/RJ
1963
 
Projeto construído

EQUIPE ARQUITETURA:

 

Henrique Mindlin Associados S/A e Giancarlo Palanti & Arquitetos Associados.

 

INFORMAÇÕES TÉCNICAS:

 

Área Total Construída: 42.000m²

Av. Nilo Peçanha, 175 - Centro, Rio de Janeiro/RJ

 

Este edifício, destinado à sede do BANERJ, situado no centro de atividades bancárias e comerciais da cidade, foi implantado em terreno de cerca de 1.350m², localizado em extremo de quadra com frente para 3 ruas.

Possui 31 pavimentos acima das vias circundantes e 3 subsolos. O primeiro pavimento (térreo), o 2° pavimento e o 1°subsolo destinam-se à atividades bancárias de usos públicos mais intensos. A tesouraria com as caixas fortes foi localizada no 2°subsolo. O acesso dos carros de segurança a este nível é feito por elevador com entrada pela Rua México. O 3° subsolo e o 31°pavimento são inteiramente ocupados por equipamentos. Os outros pavimentos são ultilizados pelos setores de apoio, departamentos, diretorias e presidência. A laje da cobertura foi detalhada de forma a possibilitar pouso de helicópteros.

Com o sentido de dar maior flexibilidade de uso ao prédio, os elementos fixos – prumadas de elevadores, escadas, sanitários, e máquinas de ar condicionado – foram agrupadas em um núcleo afastado 4m do limite do terreno.

A estrutura do prédio, em concreto armado, tem seus pilares concentrados na parede localizada na divisa do terreno, em torno do núcleo dos elevadores e em duas grandes colunas de 3m x 2m no plano da fachada, conferindo caráter monumental à edificação.

Este partido permitiu uma área livre sem colunas de 39m x 13,5m, 525,50m², em todos os pavimentos, modulada em 1,50m, com vigamento periférico de 2,50m x 0,80m.

Os elementos estruturais da fachada foram deixados aparentes, apicoados fortemente, com tratamento a base de resina de poliuretano; as esquadrias em alumínio anodizado, basculantes reversíveis com folhas duplas de vidro e venezianas internas, propiciaram em conjunto com as fortes vigas de concreto, a proteção solar que se fazia necessária. Os equipamentos de ar condicionado localizados no último pavimento, intencionalmente ficaram à mostra e participam da composição volumétrica da edificação.

A concepção da estrutura do prédio surgiu após o contato entre o arquiteto Henrique Mindlin e o engenheiro Paulo Fragoso, calculista da estrutura.

Na fachada do prédio foram dispostos dois pilares contraventados por uma viga com altura de 1,90m, executada em cada andar. Estas vigas apoiam as transversinas com 65cm de altura, e que ligam a fachada aos dois núcleos dos elevadores e escadas (vão livre de 13.5), que constituem os apoios internos do edifício. Estes núcleos foram afastados da divisa do prédio vizinho a fim de se evitar interferência de suas fundações e do seu subsolo com os desse prédio. A estrutura dos pisos junto ao vizinho está em balanço, apoiada nos núcleos.

A ação do vento foi um fator importante na concepção da estrutura – o prédio na época de sua construção era um dos mais altos da cidade. Os núcleos dos elevadores, bem contraventados, e os pórticos constituídos pelos pilares e vigas da fachada principal são os elementos da estrutura que garantem sua resistência e a rigidez contra os esforços horizontais.

As fundações do prédio foram implementadas em terreno rochoso, levemente alterado, com xistosidade praticamente horizontal. Este terreno possui uma capacidade de carga apreciável e não houve dificuldade para o projeto dos blocos de fundação.

A ideia de deixar aparente o concreto da estrutura surgiu assim que a construção começou a sobressair. Decidiu-se então pelo apicoamento do concreto já executado, que não apresentava um acabamento adequado, já que seria revestido. Para sua proteção adicional utilizou-se uma resina de poliuretano.